O Fluminense teve a vaga na mão para a semifinal da Copa Libertadores da América, mas acabou caindo no jogo dos paraguaios. E isso, é imperdoável nesse místico torneio. Os brasileiros, chegaram a abrir 1 a 0, só que tinham que se tranquilizar na partida, e manter uma boa conduta. Porém, abusaram de faltas e em certos momentos, deixaram a defesa bem exposta. A arbitragem contribuiu para o resultado, entretanto, ela não pode ser totalmente culpada pela eliminação tricolor para o Olímpia por 2-1.
O empate em 0 a 0 no Rio de Janeiro, permitiu ao Fluminense poder jogar por um empate com gols e uma simples vitória para se classificar. Nesse duelo da volta na capital Assunção, mesmo atuando diante de uma apaixonada torcida, estava claro que o Olímpia não ficaria exposto. O treinador Éver Almeida manteve seus três zagueiros e o time bem "retrancado".
Já Abel Braga não quis nem saber se estava atuando fora de casa, mandou seu time para cima. O início do primeiro tempo parecia continuação da partida de São Januário, mas com um momento feliz para o tricolor. Pois Rhayner aproveitou uma rara falha do sistema de marcação paraguaia para marcar 1 a 0.
Nessa hora, o Fluminense tinha o jogo sob total controle e deveria ter aproveitado melhor. Como a obrigação era do Olímpia de atacar, poderia ter se fechado mais e buscado contragolpes, com os velocistas Wellington Nem e Rhayner. Mas, não foi exatamente isso que aconteceu. O time se manteve jogando na frente, e o "matador" Fred, ficou muito afastado da área adversária, porque Wanger novamente foi "apagado" dentro de campo. Com isso, o camisa 9 tinha que voltar para armar as jogadas.
Se mantendo no ataque, os brasileiros permitia as jogadas em velocidade para os paraguaios, o que por sinal eles gostam. E o outro objetivo deles, era arrumar bola alçadas na área, seja de escanteio ou então em cobranças de faltas. E novamente, o Flu permitiu isso. Então, em um cruzamento despretensioso, Salgueiro empatou o confronto. Vale relatar aqui, a falha de Diego Cavallieri!
O empate deu moral aos jogadores, e incendiou a torcida do Olímpia, que mesmo precisando dá vitória, atacava com no máximo quatro jogadores. Apesar do gol sofrido, a vaga seguia sendo do Fluminense, que novamente cedeu espaços para os jogadores adversários atacarem. O arbitro equivocadamente assinalou pênalti de Digão, e de novo Salgueiro levou a melhor sobre Cavallieri.
No segundo tempo, o jogo voltou a ser pressão do Fluminense, em cima do "ferrolho" paraguaio. Abel mandou a campo Thiago Neves, Samuel e Rafael Sóbis. Achei que ele tirou peças erradas, como por exemplo, o polivalente Jean. Poderia perfeitamente ter sacado o pífio Wagner. Faltou aos jogadores finalizarem mais em gols, pois tentavam mais cruzamentos na área. A catimba do adversário também destruiu o psicológico da equipe, principalmente o de Fred, que passou mais tempo brigando com os zagueiros do que jogando bola.
Assim como inúmeras vezes, um time brasileiro caí para um rival que não tem um elenco a altura. Só que Libertadores é aquilo: não precisa ter um plantel cheios de craques, e sim, raça e determinação. Um pouco de tradição também pesa, e o Olímpia vai em busca do Tetra. Para o Fluminense, fica o sentimento de que a semifinal era um realidade atingível.