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terça-feira, 27 de outubro de 2015

[COLUNA] Chegou a hora! Temporada regular termina e Playoffs da MLS serão marcados pelo equilíbrio

Chegou o momento mais esperado da temporada, os Playoffs da Major League Soccer 2015. A principal Liga de futebol dos Estados Unidos/Canadá entra na fase mais decisiva, onde se separa os homens dos meninos. Nesta semana acontecem os jogos de quartas de final, que serão realizados em partidas únicas, com um alto nível de emoção nos confrontos. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

[COLUNA] Em disputa com o NE Revolution por uma vaga, Orlando City precisa de um 'milagre' para se classificar

Querido por muitos brasileiros devido a proximidade cultural, com Kaká e o proprietário Flávio Augusto, o Orlando City precisa de um milagre para se classificar aos Playoffs desta edição da MLS. A franquia da Flórida terá uma tarefa bem complicada na última semana da Liga, no chamado Decison Day. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

[COLUNA] Repetindo a temporada passada, NE Revolution chega a reta final com confiança, moral e sequência de vitórias

O torcedor do New England Revolution começa a sonhar com uma nova ida à MLS Cup Final. Quem vos escreve preparou essa Coluna Semanal sobre a MLS, para falar sobre a arrancada dos Revs na atual temporada, que lembra bastante o que foi feito em 2014. Coincidência? Talvez. Mas o time está mais amadurecido. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

[COLUNA] As péssimas campanhas de Orlando City e New York City têm explicação? Sim!

Muitos torcedores do Orlando City e New York City estão decepcionados com o rendimento de seus respectivos times na temporada inaugural na MLS. Contudo, é claro que existe a frustração, mas o desempenho e o trabalho não estão no caminho errado, é necessário ter paciência. Os elencos foram formados este ano e em uma Liga tão equilibrada, se torna normal esta dificuldade. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

[COLUNA] Sem super-estrelas, New York Red Bulls mostra qualidade e se credencia ao título da MLS Cup

Wright-Phillps o principal 'matador' da equipe nas duas últimas temporadas
A pré-season do New York Red Bulls foi marcada por incertezas. A franquia havia acabado de perder seu principal jogador, o francês Thierry Henry, que se aposentou, e também o australiano Tim Cahill. Além do técnico Mike Petke, ex-jogador do NY, que deixou o comandando técnico. Somado a tudo isso, ainda existia a sombra de um novo rival na cidade: o New York City. Contudo, os 'Toros' vêm realizando até o momento uma temporada regular muito equilibrada e aparecerem como sérios candidatos a MLS Cup. 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

[COLUNA] A dois meses dos playoffs, 18 dos 20 times ainda possuem chance disputar a pós-temporada da MLS

No último domingo (23) se encerrou a semana 25 da MLS. A corrida para a pós-temporada está cada vez mais acirrada e - na opinião desse humildade blogueiro -, 18 dos 20 times têm chances de alcançarem os playoffs de 2015. Apenas Colorado Rapids e Chicago Fire dificilmente vão chegar a disputa pelo título. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A vitória do Brasil diante da Croácia foi importante e a tendência é que melhore nas próximas partidas

Mesmo com todos os problemas de organização, superfaturamento nas obras envolvendo a Copa, principalmente os estádios, mas a tarde de quinta-feira (12), foi sem dúvidas emocionante. A abertura do Mundial, aqui no Brasil, após 64 anos é um evento que ficará para história do país e na lembrança de todo o povo brasileiro. 

O jogo na Arena Corinthians, em São Paulo, desde a abertura dos portões já recebia um público animado, muitíssimo empolgado e disposto a ajudar a Seleção. Que de fato, precisou dessa força, e do talento de Oscar e Neymar, para construir a vitória por 3-1. 

Há quem fale da 'forcinha' do árbitro, mas não se esqueçam que o árbitro tem frações de segundos para decidir, sem contar que não foi um lance fácil. Pênalti não houve, porém foi erro e não roubo!
Antes de a bola rolar, o sangue nos olhos dos jogadores da Seleção Brasileira na entrada no campo e durante a execução do hino nacional foi arrepiante. A emoção e, principalmente a responsabilidade dos jogadores, que sabem o valor de disputar a Copa em casa e o peso que a camisa do Brasil tem contagiaram os torcedores ali presente. 

Com a Bola rolando, o primeiro tempo começou da maneira esperada: jogo nervoso. Completamente natural pelo contexto de ser uma estreia de Copa do Mundo e ser aqui no Brasil. Além, de enfrentar um adversário extremamente qualificado. 

A Croácia - que gosta de jogar com a bola nos pés - abdicou disso e como em um jogo de xadrez, adotou outra tática. Optou por se fechar no campo de defesa, com duas linhas de quatro bem compactas e esperando os momentos certos para buscar o contra-ataque. Sempre com jogadas objetivas. 

Já o Brasil caiu na armadilha inicial. A Seleção ficava trocando passes no campo de defesa entre os zagueiros e volantes, mas quando passava do meio de campo a marcação fechava e a criação era pouca. Com isso, na segunda descida perigosa dos croatas, Paulinho errou ao tentar dar um bote no meio de campo, Rakitic abriu o jogo para Olic, que cruzou na área e ninguém cortou. Por um azar, Marcelo desviou contra o próprio patrimônio. 

Foi um baque para Marcelo, para os demais jogadores e a torcida. Com 1 a 0, a Croácia teve o jogo nas mãos e poderia ter dado certo. Mas, por volta dos 30 minutos, Oscar e Neymar começaram a brilhar e passaram a cair mais pelo lado direito do campo. Naquele setor, a Seleção encontrava o caminho para chegar a vitória. 

Na reta final da primeira etapa, Neymar acertou um chute mascado, que foi rente 
à trave do goleiro Pletikosa, que não conseguiu evitar o gol. Esse tento antes do intervalo foi importante para dar confiança ao time e tirar um pouco da estabilidade que os croatas estavam tendo. Pois até então, eles tinham total controle daquilo que tinham que fazer.

No segundo tempo, a situação foi outra. Pois o Brasil se ajustou - já que no primeiro tempo dava muitos espaços na defesa - e a Croácia quis jogar mais com a bola. O jogo ficou equilibrado, porém o Brasil conseguia controlar a posse de bola e buscava mais alternativas para chegar a virada.


O grande erro dos jogadores de Felipão era abrir as jogadas e tentar cruzar a bola para Fred, que a todo instante estava com um ou dois marcadores. Muito por isso, o atacante pouco apareceu - e não era jogo para ele brilhar, tinha apenas que contribuir taticamente - e ainda 'cavou' um pênalti. 

O zagueiro croata puxou Fred, que aproveitou a 'malandragem brasileira' e deu um tom maior a cena. No calor da emoção e na rapidez do lance, o árbitro japonês assinalou a penalidade. Neymar por pouco não parou em Pletikosa, mas conseguiu colocar o Brasil na frente.

No momento da virada do Brasil, o panorama da partida era de igualdade. Com o gol, o Brasil gradativamente foi recuando e quando o relógio passou dos 30 minutos, a Seleção perdeu o meio de campo e a Croácia liderada por Rakitic e Modric foi com tudo para o ataque. 

Os croatas reclamaram de um gol anulado, após falta no goleiro Júlio César - novamente um lance duvidoso. No mais, em pelo menos duas ou três vezes o arqueiro brasileiro teve que fazer importantes defesas para assegurar a vitória. Em uma delas, a jogada seguiu e no contra-ataque, Oscar de bico - lembrando Romário e Ronaldo - encerrou a vitória na estreia. 

Neymar e Oscar pareciam que estavam jogando a terceira ou quarta Copa do Mundo. Ambos se sentiram muito a vontade dentro de campo e foram primordiais para o triunfo. 
A Seleção apresentou problemas, em especial na defesa, mas por tudo que representava o jogo, foi bem. Nota 7,5 para a atuação dos jogadores e a tendência é que melhore daqui para frente. 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Seleção Brasileira convocada e a 'surpresa' era imaginada

No fim da manhã desta quarta-feira, o técnico Luiz Felipe Scolari convocou os 23 jogadores que irão buscar o hexacampeonato da Copa do Mundo, aqui no Brasil. A lista não fugiu muito do que Felipão vinha chamando, a grande novidade para muitos, foi a presença de Henrique, mas era um nome forte pela última vaga de zagueiro. 

Vamos as análises... 

No gol, Júlio César e Jefferson já eram nomes certos. A dúvida entre Diego Cavalieri - que participou da Copa das Confederações - ou Victor, que não vem de um momento bom, porém está melhor que o goleiro do Flu. Uma decisão acertada do treinador levar o arqueiro do Galo. 

Nas laterais, a dúvida era se seriam dois direitos e um na esquerda, aproveitando a polivalência de Daniel Alves e abrindo uma vaga para o meio de campo. Felipão optou por ser conservador e chamou três nomes certos, Dani Alves, Maicon e Marcelo. Na reserva do lateral do Real Madrid, Maxwell é sem dúvida o melhor nome. Porém, tinha Felipe Luis concorrendo por fora.

Na zaga apareceu a 'grande surpresa' com a convocação de Henrique. O atual zagueiro do Napoli fez por merecer a vaga, pelo que saiu jogando do Palmeiras e o quanto cresceu na Itália. Miranda, Dedé e Marquinhos eram bons nomes, porém nessa reta final, a melhor fase técnica e fisicamente é do Henrique. Thiago Silva, David Luiz e Dante eram mais do que certos. 

No meio de campo, também nenhuma surpresa. Luiz Gustavo, Paulinho, Fernandinho - que garantiu sua vaga já nos últimos amistosos -, Ramires, Oscar e Hernanes eram figuras óbvias. Apenas o último, que tinha uma certa dúvida, mas pelo que fez na Copa das Confederações, além servir como volante e até mesmo um reserva para Oscar, Hernanes é peça-chave no elenco.

No ataque tudo na normalidade. Fred, Neymar, Hulk, Jô e Bernard durante o último ano sempre que tiverem oportunidades na Seleção demonstraram os seus valores. Embora, como o caso do Jô, não esteja vivendo um bom momento no clube. 

Time titular

A equipe que Felipão vai ter como base, não deverá fugir da que ganhou a Copa das Confederações. A única exceção talvez seja a entrada de Fernandinho no lugar de Luiz Gustavo, entretanto, acho que o jogador do City rende mais como segundo volante, e não como primeiro. No demais, o time deve seguir o mesmo, com Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo (Fernandinho), Paulinho, Oscar; Hulk, Fred e Neymar. 

Os que ficaram de fora

A lista de jogadores 'magoados' nesse momento com Felipão é grande. Mas, no meu ponto de vista, a ausência que é mais 'injusta' é a de Phillipe Coutinho, do Liverpool. O jogador vem fazendo uma temporada espetacular na Premier League. Diferente de Lucas, que teve todas as oportunidades mas não entregou o que prometia, assim como Alexandre Pato. Kaká seria uma figura importante pela experiência, porém longe ainda do futebol ideal. No mais, achei a convocação coerente, com base no que vinha sendo executado o trabalho.
   

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Adeus, Tito!


O dia 25 de abril de 2014 é triste para o futebol e muito mais para a família de Tito Vilanova, representada por sua esposa e seus dois filhos. O ex-treinador do Barcelona faleceu nesta sexta-feira, após não resistir a uma cirurgia de emergência devido as complicações gástricas, no qual lutava contra um câncer na glândula parótida há cerca de três anos. O ex-técnico era novo ainda, 45 anos, poderia fazer muito mais pelo futebol, porém o que fez ao lado de Pep Guardiola foi esplendoroso futebolisticamente.
Tito ao lado de Abidal, que também lutou contra o câncer
Normal como jogador, acima da média como formador de craques

A carreira como jogador de Tito não foi das melhores. Formado pelo Barcelona no final da década de 80, não teve muito brilho na equipe catalã e passou com pouco destaque por Celta e Mallorca. A trajetória nos gramados encerrou no início dos anos 2000. 

Como jogador do Celta de Vigo
Já em 2001, voltou para o Barcelona, mas para ajudar na formação de atletas. Em La Masia, começou dirigindo o sub-15 do Barça. Desde então, participou ativamente da formação de promessas, que atualmente pertencem a galeria de grandes craques do futebol mundial como Messi, Frabregás, Pique, entre outros. 

No ano de 2008, quando Guardiola assumiu o comando técnico do Barcelona, Tito passou a ser o auxiliar técnico. Juntos montaram sem dúvida um time inesquecível na história do futebol mundial, que ganhou absolutamente tudo. 

Na reta final da temporada de 2011/2012, Guardiola anunciou que não ficaria no clube. A diretoria agiu rápido e com firmeza efetivou Tito para ser o treinador a partir de 2012/2013. 

A missão de substituir Pep não era das mais fácies, entretanto ele conhecia como ninguém, cada jogador do elenco catalão. Os seus números como treinador foram ótimos a frente do clube, foram 60 jogos, com 43 vitórias, 9 empates e 8 derrotas. Um aproveitamento de mais de 71%. Além de vencer com sobras o Campeonato Espanhol, com 100 pontos conquistados e 115 gols marcados 

Porém, a temporada não foi tão boa assim. Tito que já enfrentava um câncer na glândula parótida desde 2011, no qual ainda como auxiliar se afastou um período das ações para se recuperar, em 2012, os problemas se intensificaram. Durante um período da temporada, deixou o comando técnico nas mãos de Jordi Moura e passou dias em New York para se tratar. Ao final da temporada, escreveu carta aberta dizendo que não podia mais ficar como treinador e agradeceu a oportunidade que lhe foi dada. 
Auxiliar de Pep Guardiola, ainda no Barcelona B
A morte de Tito representa também um pouco da morte do futebol bem jogado. Da magia nascente nas canteiras de La Masia, no qual encantou o mundo por temporadas, conquistando tudo e todos. O futebol e os apaixonados por esse esporte lamentam demais essa perda tão prematura, de quem ainda tinha muito a crescer e a acrescentar ao futebol e, principalmente a vida.
Homenagem ainda na temporada 2012/2013, quando Tito se afastou para tratar da doença
Ex-companheiros, jogadores de outros times e técnicos prestaram condolência a família de Tito, através do Instagram, Twitter e Facebook.


Daniel Alves, lateral do Barcelona: "Deus é dono de tudo. Só ele sabe nossa chegada, a nossa partida. Nossas vidas estão em suas mãos. Na terra, temos nossa missão, e, quando a cumprimos, chegará a hora de partir. Hoje, foi-se um grande espírito, uma grande pessoa, que nos deixou um grande legado de dedicação, de luta, de que o bem mais precioso que temos é a vida.
Rafael Nadal, tenista: "Quando ocorrem coisas assim, todo o resto não importa. Você não se preocupa com uma partida de tênis. Todo o meu apoio à família. É uma grande desgraça. Muita força aos filhos e à mulher."

Vicente Del Bosque, técnico da seleção espanhola: "É um drama. Nos deixa um homem de 45 anos, com meia vida pela frente. Pude conversar com ele e era uma pessoa cativante e sempre disposto a colaborar.
 
Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona: "É uma referência humana e um futebolista eterno para o Barcelona. Obrigado por tudo o que nos ensinou. Descanse em paz." 
Lionel Messi, atacante do Barcelona: "Uma pessoa difícil de esquecer. Sempre te lembraremos. Todo o meu carinho à família do Tito." 
Florentino Pérez, presidente do Real Madrid: "Quero expressar meu profundo sentimento pelo falecimento de Tito Vilanova e transmitir, em nome do Real Madrid, nossas condolências, apoio e carinho para a sua família, ao Barcelona e, de maneira muito especial, para sua mulher e filhos". 
Cesc Fábregas, meia do Barcelona: "Pessoalmente, eu conheci há 14 anos e posso dizer que há poucas pessoas como você. Obrigado por sempre confiar em mim para me ajudar a melhorar e superar os obstáculos pessoais e profissionais. Sempre teremos um lugar para você em nossos corações. Descanse em paz, Tito." 
Andoni Zubizarreta, diretor esportivo do Barcelona: "Nos deixa um grande homem, um marido e pai carinhoso, um barcelonista íntegro que conhece está casa desde pequeno. O Barça também é a sua família, e nos lembraremos para sempre." 
José Mourinho, treinador do Chelsea: "A morte de Tito é um dia triste para o futebol, Barcelona e o mais importante para sua família e amigos. Em nome de todos aqui no Chelsea, mando minhas profundas condolências nesse momento de grande dificuldade."

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Dia histórico, marca histórica

Ah, como passou rápido. Hoje, dia 3 de abril de 2014, o Rédua Esporte completa três anos de existência. Mais do que isso, esse é exatamente o milésimo texto do blog. Uma batalha a cada dia para fazer uma postagem, um aprendizado incalculável e certamente um motivo de felicidade e prazer!

Na noite de domingo, 03 de abril de 2011, ia ao ar o primeiro texto do então World Sport (Leia aqui), falando sobre a rodada do Paulistão. Quando vejo esse texto, tenho a certeza que melhorei bastante a minha escrita com o hábito de praticar, e sei que ainda posso melhorar muito, pois a vida é um eterno aprendizado e aprimoramento. 

Ainda com poucos meses de World Sport, preferi mudar para Rédua Esporte, porque antes não tinha uma identidade. Com o novo nome, passou a ter o meu DNA, algo singular e sem nada parecido. 

Meu sentimento vai muito além de um simples blog, com ele já escrevi momentos marcantes da história do esporte. Como por exemplo, três finais do UEFA Champions League, três finais de Copa Libertadores da América, três mundiais Interclubes, três Super Bowls, uma Eurocopa completa, uma Copa das Confederações e claro, os principais campeonatos futebolísticos ao redor do mundo, explorando sempre todos os continentes, sem restrição alguma!

Quem venha a Copa do Mundo!

Mais do que passar uma informação, a ideia é também passar uma opinião séria e técnica sobre os assuntos esportivos. Durante as crônicas ou nas colunas, como no caso das manifestações de julho de 2013. (Leia aqui)

Hoje, estamos beirando a casa dos 80 mil acessos, de diversas partes do planeta, com os 1000 textos. Não fiz isso sozinho, em determinados momentos, tive a participação de Vinicius Savioli, que contribuiu com alguns textos.

Tenho a agradecer a Deus, minha família e amigos, que estão sempre ao meu lado!

Isso é só o começo!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Lista da Seleção Brasileira muito encaminhada, as dúvidas são poucas

Nessa quarta-feira (05), a Seleção Brasileira goleou por 5-0 a África do Sul, em Joanesburgo, no Soccer City, palco da última final da Copa do Mundo. Esse amistoso marcou o último jogo antes da derradeira convocação para o mundial, e claramente, essa lista já está bem definida, ou quase toda. 
No gol, Júlio César (Toronto) e Jefferson (Botafogo) estão garantidos, a opção como terceiro goleiro aparece em aberto. Isso porque Diego Cavalieri que foi opção durante a Copa das Confederações caiu bastante de rendimento. Ainda sim, é um nome forte, porém outros ganham força, como Victor (Atlético Mineiro), Fábio (Cruzeiro), principalmente.

Na defesa, Felipão ainda não tem ao certo o nome do último zagueiro para preencher os quatro que serão levados. Thiago Silva (PSG), David Luiz (Chelsea) e Dante (Bayern) serão figurinhas certas na lista. Já o último nome poderá ser preenchido por Réver (Atlético Mineiro), que por sinal jogou a Copa das Confederações, Dedé (Cruzeiro), Henrique (Palmeiras) ou então o jovem Marquinhos (PSG), não deverá sair desses citados.

Nas laterais, Rafinha (Bayern) teve a primeira oportunidade com a camisa da Seleção nessa quarta-feira, jogou os 90 minutos, mas não mostrou um futebol acima da média. Entretanto, também não comprometeu. A dúvida é saber se Felipão irá leva-lo ou optará por Maicon (Roma), que vinha tentando oportunidades. Daniel Alves (Barcelona) é o grande titular da lateral direita. Já na esquerda, apenas Marcelo (Real Madrid) foi convocado para esse último teste. A tendência é que sejam só três laterais, porque Dani Alves pode jogar nas duas laterais, caso precise, abrindo mais uma vaga no meio de campo.

Os volantes estão bem encaminhados também. Luiz Gustavo (Wolfsburg) e Paulinho são os titulares, Fernandinho que teve sua oportunidade de mostrar o seu valor contra a África do Sul, foi bem, teve consistência e ainda marcou um bonito gol, em um dos pontos fortes que tem, que é o chute em longa distância. Hernanes (Internazionale) que foi utilizado durante boa parte das convocações de Luiz Felipe, deverá voltar a lista. 

Seguindo no meio de campo, que por sinal, é o setor aonde Felipão tem suas maiores dúvidas. Na criação, Oscar (Chelsea) é nome mais do que certo. Ramires também do Chelsea, garantiu seu nome com boas atuações após a Copa das Confederações e para fechar essa listinha do clube londrino, Willian nas vezes que participou agregou muito ao time. Para essa quarta vaga no meio de campo, alguns bons nomes correm por fora, como Coutinho (Liverpool) e Kaká (Milan).

No ataque, a situação é bem tranquila, com Fred (Fluminense), Jô (Atlético Mineiro), Neymar (Barcelona), Bernard (Shakhtar) e Hulk (Zenit) todos com a presença certa. Dois nomes que podem atuar no meio de campo, como ponta ou no ataque, são os de Lucas (PSG) que perdeu muito espaço após a Copa das Confederações e Robinho (Milan) que foi lembrando na penúltima lista, mas que nessa não esteve. Porém, fez uma boa exibição quando entrou. 

Dos 23 que serão convocados por Luiz Felipe Scolari no dia 7 de maio, 20 já estão mais do que certos. As outras três vagas não deverão fugir dos nomes que vem sendo lembrados e caso não aconteça problemas de lesão, esses serão os representantes do Brasil na Copa.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quem seria o substituto ideal para o Hernane no Flamengo?

O Flamengo está prestes a selar a venda de Hernane 'O Brocador' para o futebol chinês, mais precisamente o Shangai Greenland. O valor pago pelo atacante é de cerca de 6 milhões de euros, mas o rubro-negro ficará com apenas 3 milhões, aproximadamente R$ 9,5 milhões de reais. Agora, o Urubu conta apenas com Alecsandro no comando de ataque, então elaborei uma pequena lista de atacantes que poderiam chegar para ocupar esse espaço de titular. 
A especulação da venda de Hernane vem desde o início da temporada, no qual o jogador chegou a ser sondado por uma equipe árabe. Na ocasião, o Flamengo não pretendia se desfazer do atacante, pelo ótimo ano de 2013, no qual marcou 34 vezes e no último instante o comprador desistiu. 

Certamente, como um hipotético dirigente do Fla, teria aceitado na hora, pois a raça e luta do Brocador são incontestáveis, mas a sua qualidade técnica deixa a desejar. E para ele sair totalmente por cima, a venda teria sido melhor naquela ocasião e imediatamente deveriam ter ido atrás de Nilmar. 

Naquele momento, Nilmar estava querendo mudar de clube, o São Paulo tentou, mas não conseguiu. O atacante técnico, rápido e goleador, que já defendeu o Brasil em uma Copa do Mundo, acabou seguindo no 'mundo árabe', entretanto em outra equipe, ou seja, atualmente é uma contratação inviável. 

Pensando no agora, em um jogador com experiência internacional e ainda jovem, o nome que me vem a cabeça é o de Luiz Adriano, campeão mundial com o Internacional em 2006 e que joga no Shakhtar Donetsk da Ucrânia, com muito sucesso. 

O sonho do jogador é voltar para o Inter, porém uma tentativa de empréstimo do Rubro-Negro pelo menos até o fim da Copa Libertadores não é impossível e o próprio atleta disse isso, quando foi perguntado pela equipe do Zero Hora se os ucranianos aceitariam libera-lo por empréstimo. 

- Ah, sim. Não vejo problemas em relação a isso - comentou o Luiz Adriano.

Para finalizar, o nome que seria relativamente mais fácil é o de Grafite, que joga em Dubai. O jogador tem contrato até julho e por ter 34 anos, pretende jogar por mais dois ou três anos. Lembrando que ele tem o título da Libertadores de 2005 com o São Paulo. Ele próprio afirmou que tem vontade de voltar para o Brasil e recebe interesses de clubes, porém ainda não teve nada de certo. Talvez o único empecilho seria uma questão familiar. 

- Todo ano, geralmente nesta época de transferências, o pessoal especula muito. Sempre aparece alguma coisa. Botafogo, Flamengo, Fluminense, Corinthians, Palmeiras... todos estes clubes me procuraram nos últimos anos. E às vezes dá saudade...Então eu penso na minha família que está muito feliz aqui. Elas estão muito contentes aqui em Dubai. Aqui tem um clima mais parecido do Brasil. Assim, não sinto tanta falta. Então, pelo lado familiar, eu não voltaria não - disse Grafite.

De fato, a cúpula flamenguista buscará investir esse dinheiro em alguma contratação, até para caso algo acontece com Alecsandro - que cumprindo muito bem o seu papel - tenha um substituto ou então, um jogador que chegue mesmo para ser titular.

E você, o que acha?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Até quando veremos racismo em nossa sociedade e nos campos de futebol?

Na última quarta-feira, em partida pela Copa Libertadores da América, entre Cruzeiro e Real Garcilaso, o meio-campista brasileiro Tinga, foi alvo da torcida peruana, pois quando o jogador tocava na bola faziam sons de macaco. Em pleno século XXI isso é inadmissível em uma sociedade, e principalmente, num campo de futebol. 

O mundo sofreu por muito tempo essa diferença de etnias, onde em diversas partes da história quiseram impor a 'cor' branca superior a negra. Mas, com a luta de todos que eram contra, isso foi caindo e a igualdade - que é certa - foi se estabelecendo e o racismo passou a ser tratado como crime. 

Porém, ainda existe um reflexo grande dessa discriminação em determinadas sociedades, não somente na América do Sul, mas também casos na Itália, Rússia, Turquia, por exemplo. Na Europa, a UEFA entidade responsável por organizar os torneios, luta o tempo inteiro para combater isso, com diversas campanhas de conscientização. 

Aqui, principalmente na Libertadores, com a Conmebol, as punições são sempre brandas e nada se faz a respeito. Um exemplo é o Desábato, jogador argentino que xingou o brasileiro Grafite, em 2005, no jogo no Morombi, entre São Paulo e Quilmes. O zagueiro disse “Negrito de mierda, enfia la banana en el culo". Ele passou dois dias presos, entretanto não sofreu punição alguma da organização do torneio. 

Praticamente todos os jogadores deram apoio ao Tinga, dos que estão lá fora, como Neymar, David Luiz, aos que estão aqui no Brasil, como Alexandre Pato, e até mesmo Ronaldinho Gaúcho que defende o rival Atlético Mineiro. É preciso a CBF junto com os clubes tomar uma altitude e pressionar a Conmebol. 

Um passo a ser tomado, poderia ser a cobrança pela punição dos responsáveis, com até a exclusão do time em que o torcedor fez esses atos. Caso não seja, os clubes brasileiros tinham que ameaçar boicotar a Libertadores, porque dos 10 times que tem o maior valor de mercado da competição, cinco são brasileiros. Ou seja, a Conmebol teria muito mais a perder financeiramente do que as equipes. Tendo em vista, que a compensação financeira para quem vence o torneio, não vale tanto.  

Quando os demais times sul-americanos vêm até território brasileiro jogar uma partida, não encontram problema algum, com torcida atirando pedras, xingamentos racistas ou então xenofóbicos. 

Os dois últimos problemas que houveram foi São Paulo e Tigre na final da Sul-Americana, mas até hoje não se sabe o que realmente ocorreu no vestiário argentino. E o mais trágico da torcida do Corinthians que acabou vitimando o jovem Kévin, em um jogo em Oururo, na Bolívia. Que por sinal, deveria ter resultado na exclusão da equipe brasileira.
Tinga foi alvo da torcida do Real Gracilaso, com insultos racistas
A luta de todos é para combater essa falta de educação, que precisa ser cuidada desde os primeiros passos do individuou. Esperamos utopicamente que essa seja a última vez que isso tenha acontecido, caso se repita e já para esse episódio do Tinga é preciso ter repreensão severa com os que insultaram o brasileiro, dando um basta nisso! 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Do futebol arte a destruição de gigantes, esse é o Raja Casablanca.

O mundo, e principalmente o Brasil jamais se esquecerá do Raja Casablanca. Uma equipe marroquina, que vem fazendo história no cenário internacional, através do Mundial de Clubes da FIFA, no qual, eliminou o Monterrey do México e o Atlético Mineiro do Brasil, onde atua o ídolo Ronaldinho Gaúcho. Mas, você conhece a história desse time? Conhecerá a partir de agora!

Fundando em 1949 - um clube relativamente novo -, o Raja é ao lado do Wydad Casablanca e o FAR de Rabat os principais clubes marroquinos. Diferentemente desses dois, o Raja só foi estourar como favorito aos títulos no fim da década de 80, mais precisamente em 1988 com a conquista do primeiro título nacional. 

Nesse hiato de 39 anos sem ganhar nada, não foi um período de sofrimento, pelo contrário. O time sempre foi conhecido no Marrocos e o que tornava diferente no continente africano, era o estilo de jogo bonito, preservando especialmente, o lado artístico. O grande nome do Raja nessa época, que a instituição ganhou destaque, foi o Feu Hadj Tounssi, que além de um belo futebol demonstrado, possuía também, um carisma fora de comum, atraindo assim, bastante torcedores.

A relatos que dizem que a equipe só não ganhava os grande clubes, se sagrando campeão, por uma questão de temor. Tudo isso começou a mudar na década de 90, quando num período de 8 anos, o Raja venceu 7 taças, sendo 6 de forma seguida. 

Durante esses anos de glórias e hegemonia no futebol nacional, grandes jogadores vestiram a camisa do Casablanca, como por exemplo: Hicham Aboucherouane, Sofiane Alloudi, Salaheddine Bassir, Mustapha Chadli, Amine Erbati, Abdelmajid Dolmi, Abdelilah Fahmi, Talal El Karkouri.

Além do domínio no país, o Raja começou a alçar voos internacionais. A começar, com o título da Liga dos Campeões da África, com a primeira taça vindo em 1989, depois em 1997 e 1999. Esse último possibilitou aos marroquinos disputarem o primeiro Mundial de Clubes da FIFA, em 2000, no Brasil. 

O desempenho foi fraco, mas satisfatório, no qual saíram derrotados nos três jogos para o Corinthians (2-0), Ah-Nassr (4-3) e Real Madrid (3-2). 

O Brasil foi o momento em que o clube se mostrou para o mundo, e novamente com o Brasil relacionado, dessa vez representando por um time, o Raja mostrou a todos a sua força. 

E não atoa que estão chegando a esse nível, nos últimos anos, existe um grande processo de profissionalização do clube. Como o projeto de sócio-torcedor, o investimento em categoria de base, por exemplo. Além disso, é o time que tem a melhor média de público do país, cerca 50 mil torcedores por jogo. E uma torcida apaixonada, que não se restringe a cidade natal do Raja, podendo encontrar alguém com a camisa dos "diabos verdes" por todo o território marroquino.

Uma curiosidade legal do Raja são os inúmeros apelidos que possuem, alguns como: diabos verdes, águias verdes e até mesmo Boca Juniors, em alusão ao time argentino. 


Terminando essa história, vimos que o Raja de futebol artístico passou a ser vitorioso nacionalmente e internacionalmente, e em 2013, apresentou sua nova ferramenta, que é destruir gigantes.

Esse é o Raja Casablanca!

Nome: Raja Club Athletique de Casablanca
Fundação: 1949
Presidente: Ahmed Benomar
Endereço: Complexe sportif du Raja, Avenue Omar AlKhayam, Beauséjour, Casablanca - Maroc
Uniforme: Camisa verde, calções brancos e meias verdes
Estádio: Stade Mohamed V Casablanca (90.000 lugares)

Principais títulos: 
- Campeonato Marroquino (11): 1988, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2004, 2009, 2011, 2013
- Copa do Trono (7): 1974, 1977, 1982, 1996, 2002, 2005, 2012
- Liga dos Campeões da África (3): 1989, 1997, 1999
- Copa da CAF (1): 2003
- Supercopa Aficana (1): 1999
- Liga dos Campeões Árabes (1): 2006
- Copa Afroasiática (1): 1999

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Às vésperas da Copa do Mundo, futebol brasileiro vive momentos de decadência.

O último domingo, dia 08 - 12 - 2013, certamente ficará marcado com um dos dias mais "sujos" da história do futebol brasileiro. Pelo fato da batalha sangrenta e desumana ocorrida em Joinville, no jogo entre Atlético Paranaense e Vasco. Além disso, o rebaixamento de dois grandes clubes cariocas para a Série B, por motivos principais, de más administrações. Em um período que o Brasil respira Copa do Mundo, o futebol nacional amarga uma outra realidade, a da decadência. 

Um dos torcedores mais machucados
com a briga.
A expectativa de todos que assistem futebol era que a rodada do Domingo fosse lembrada por jogos emocionantes - obviamente por disputas dentro de campo -, mas as lembranças serão outras. As cenas de violências extremas entre torcedores de Atlético/PR e Vasco mostram o quanto o futebol brasileiro é subdesenvolvido.

As autoridades - Superior Tribunal de Justiça Desportiva - sempre nos passa a impressão, de que essas brigas de torcidas organizadas ocorrem somente ao redor dos estádios. O que nesse ano, vem se provando ao contrário. E não é só em estádio "pequeno", porque em um de Padrão FIFA, também aconteceu o mesmo entre Vasco e Corinthians, no Mané Garrincha.

Não adianta punir com perda de mando de campo, com banimento de torcida organizada, entre outras medidas que o STJD toma, mas que não resolverá e nunca resolveu nada. Esses bandidos sempre estão lá. Falam em aumento dos preços dos ingressos, mas esses caras entram de graça nos estádios. São financiados pelos próprios clubes e vivem dessa forma.

É preciso que aja intervenção do Estado, nesse assunto. Assim, como aconteceu na Inglaterra no início da década de 90, pelos mesmos motivos, o Hooliganismo. Quem comete esses crimes, precisam ser banidos dos locais de jogos. Mas, de maneira séria. Por exemplo, os caras que brigaram domingo, tem que ser presos, julgados e quando estiverem em liberdade, em dia de jogos tem que prestar serviço social.

A imagem que representa o caos do futebol brasileiro.
Nas entradas dos estádios tem que haver maior fiscalização contra pessoas desse nível. Na teoria, os "comandantes" do futebol brasileiro dizem que funciona mais o menos assim, mas os torcedores do Coritiba que em 2009 fizeram atos de vandalismo, entram normalmente no Couto Pereira, sem nenhuma punição. É lamentável.

Falando mais da briga em Joinville era claro que isso iria acontecer. Momentos antes do jogo, mais precisamente na hora do almoço, as duas torcidas já entraram em confronto nas ruas da cidade. 

O que o Ministério Público disse, é que era um evento particular e que a Polícia só tinha o papel de intervir fora do local do jogo. Correto. É assim que funciona na Europa. Entretanto, lá é um continente de primeiro mundo, existem grandes rivalidades futebolísticas, que até ultrapassam essa esfera, entrando em rivalidade religiosas, como no caso de Celtic (torcedores católicos) e Rangers (torcedores protestantes), na Escócia.

Então, no velho continente realmente há nos estádios seguranças particulares, assim como acontecerá na Copa do Mundo, aqui mesmo no Brasil. E lá também, existe entre uma torcida e outra, um cordão de isolamento feito por esses seguranças. O que em Joinville, não aconteceu. 

Apesar de muitos venderem a imagem do Brasil como um país desenvolvido, somos de terceiro mundo sim. Atitudes como essa de Domingo provam exatamente isso, não há educação, não temos seguranças em locais que são de entretenimento. A polícia era naquele jogo, indispensável. Até porque, os próprios seguranças particulares não tinham como intervir naquela briga. Pois segundo a lei, eles não podem usar armas. E somente os polícias com armas não letais conseguiram acabar e controlar o confronto.

E como nos outros nove jogos da rodada e como tradicionalmente é no Brasil e na América do Sul, polícias fazem a segurança dos estádios. Esse ato do Ministério Público de Santa Catarina foi uma ação no meu ponto de vista completamente errada. Pois propiciou o que esses marginais queriam e ainda, colocou a vida de milhares de inocentes em perigo.

A outra parte da decadência do futebol brasileiro se exerce mais precisamente no futebol carioca. Apesar de Flamengo e Botafogo terminarem o ano bem, esse sem dúvida é o momento mais trágico do futebol carioca na história. O rebaixamento de Fluminense e Vasco se deve na maior parte, aos problemas extracampo, que se refletiram diretamente no rendimento pífio das equipes.

O Fluminense é o primeiro campeão brasileiro a cair no ano seguinte ao título. Se juntando a galeria de clubes como o Manchester City na Inglaterra e do Nuremberg na Alemanha. O que foi determinante para esse fracasso foram as lutas pelo poder dentro do clube. Entre quem manda mais, o presidente Peter Siemens ou então o presidente da Unimed Celso Barros.

Fred principal jogador do Fluminense, as lágrimas
com a queda do tricolor.
Tem que haver agora com o rebaixamento uma reflexão na direção do tricolor, no segundo aspecto: ou a Unimed paga o dinheiro e o Peter administra como acha melhor, ou então, a Unimed terceiriza o futebol do clube, fazendo o que ela acha mais conveniente, e o Peter assume apenas a questão social do Fluminense. Assim como aconteceu com o Palmeiras e a Parmalat na década de 90.

Com esse fracasso fora de campo, dentro isso influenciou, pois o time não contratou ninguém para a temporada. Perdeu jogadores importantes, houve excessivas mudanças no comando técnico, explicitando o péssimo planejamento e terminando com a queda inevitável. 

Já na questão do Vasco da Gama, Roberto Dinamite de uma atitude desesperada e hipócrita, tentará "salvar" o Vasco do rebaixamento, alegando que o jogo ficou parado por mais de 60 minutos, que é o tempo em que a CBF estipula em seu regulamento. A paralisação ocorreu por 75 minutos. Entre outros argumentos inúteis.

Roberto disse assim no gramado "Não estão respeitando o que é mais importante: vidas. Não é o rebaixamento nem nada. Não estamos pensando em primeira ou segunda divisão. Estamos pensando em vidas” Agora, ele quer recorrer no "tribunal"? Então, porque naquele momento ele não retirou o time do campo? Com certeza o Vasco não perderia por W.O, pelo contrário, mostraria realmente que estava se importando com aquelas vidas. E mais, se tornaria um "herói" e quem sabe, voltaria a ser respeitado pela torcida. 

Roberto Dinamite presidente do
Vasco da Gama.
Além disso, se o Vasco tivesse virado a partida, será que ele alegaria o mesmo? O fraco time do Vasco é fruto de uma administração ridícula de Roberto Dinamite, a equipe foi rebaixada dentro de campo, de forma humilhante e sem qualquer tipo de questionamento. Mais uma mancha na história dessa grandiosa instituição.

O que nos resta é torce para que isso não seja só mais uma macha negativa na história do futebol brasileiro, que sirva para que aconteçam mudanças políticas e criem ou sigam o estatuto do torcedor mais a sério. E que os clubes do Rio de Janeiro, se tornem profissionais de verdade, levando com responsabilidade aquilo que o carioca mais ama, que é o futebol.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Atlético/pr e Grêmio jamais esquecerão o confronto da 43ª rodada do Brasileiro de 2004.

Assim como fiz o pré-jogo entre Flamengo e Goiás, relembrando um confronto histórico, farei o mesmo com Atlético/pr e Grêmio, que também disputam uma vaga na final da Copa do Brasil. O duelo marcante entre esses dois clubes do Sul aconteceu pelo Campeonato Brasileiro em 2004, já na 43º rodada, no qual terminou com o empate de 3 a 3. Isso decretou o rebaixamento dos tricolores para a Série B, e ainda atrapalhou o Furacão que brigava pelo título do Brasileirão. Vou contar um pouco da história do jogo e fazer uma projeção da semifinal.

O dia 28 de Novembro de 2004 será lembrado para sempre pelos torcedores das duas equipes. O local era Erechim, interior do Rio Grande do Sul, onde o Grêmio mandou aquela partida. Os tricolores gaúchos tinham a obrigação de vencer, para se manterem vivos na disputa pela permanência da elite do futebol brasileiro. Com o objetivo oposto, o Atlético Paranaense lutava para ser campeão, e naquela altura do torneio, faltando 4 jogos para o término, o Furacão era líder com 2 pontos a mais que o Santos - 81 contra 79 -, lembrando que nessa época, havia 24 clubes, ou seja, 46 rodadas.

Mesmo com toda a raça que os gremistas aplicavam durante o jogo, o time era fraco e tinha sérios problemas de conclusão de jogadas. Então, pouco arriscavam chutes e bem menos levavam perigo ao arqueiro Diego. Já o Atlético sabia como explorar esse desespero do rival, e com jogadores de categoria, como Jadson, Fernandinho e o "matador" Washington, a equipe criava contra a meta de Márcio.

Melhor e "dono" do jogo, o Atlético foi para o intervalo vencendo por 2 a 0, com gols de Denis Marques e Fernandinho. E com menos de 15 minutos do segundo tempo, novamente com Fernandinho, o Furacão abria 3 a 0. Olhando para a tabela, o Santos havia empatado em 1 a 1 com o Paysandu, em Belém, e esse duelo já estava finalizado. Com a eventual confirmação da vitória, seria aberto 4 pontos de diferença para o vice-líder, restando três rodadas.

Eis que surge o imortal tricolor, que voltou a aplicar muita raça nas divididas. E aos 25 minutos, Robertos Santos fez o primeiro. Ainda, estava tudo sob o controle do Furacão, que vendo o crescimento do oponente, se fechou e esperou para contra-atacar. Deu certo até os minutos finais, porque aos 44 e aos 46, Baloy e o folclórico Claudio Pitibull arrancaram o empate para o Grêmio.

A reação do Grêmio impediu o Atlético de se distanciar na liderança, porém não evitou a queda, pois o tricolor tinha 39 pontos, 10 a menos que o primeiro fora da zona de rebaixamento, que era o Paysandu. Já o rubro negro, nos três confrontos seguintes, venceu o São Caetano (5-2), perdeu para o Vasco (0-1) e terminou a trajetória com um empate com o Botafogo em 1 a 1, amargando o vice-campeonato para o Santos. Conclusão, ao término da partida, a desilusão e a tristeza tomou conta de ambos os torcedores.

Presente...

Atualmente, ao contrário de 2004, os dois clubes vivem momentos de tranquilidade e podemos dizer, uma fase próspera. Isso porque, se encontraram no G4 do Campeonato Brasileiro e decidem uma vaga na final da Copa do Brasil, a partir dessa quarta-feira (30).

Parando para analisar, o Grêmio tem mais time e mais elenco. Quando digo isso, olho as peças carimbadas e jogadores experientes que o time tem, caso do Dida, Zé Roberto, Elano, Kleber, Barcos, Vargas, entre algumas outras peças. O treinador Renato Gaúcho conseguiu passar esse espírito do que o Grêmio representa para os jogadores. Além disso, a atmosfera do Olímpico aos poucos vai ganhando forma na Nova Arena.

Já para o Atlético/pr, o grande nome é o experientíssimo Paulo Baier, que vive próximo de seus 40 anos, uma fase espetacular. A força do conjunto atleticano é uma arma que não podemos desconsiderar, alguns jogadores que muitos não sabem quem é, consegue entrar e decidir uma partida. Como o caso do atacante Éderson, que há pouco tempo era um desconhecido.


Quando a bola rolar primeiro no Durival de Brito, no Paraná, e depois em Porto Alegre, acredito com muita veemência que serão dois duelos que terão a marcação e o futebol pegado com destaque. Mesmo com as duas equipes possuindo uma boa qualidade técnica, a raça creio eu vai falar mais alto. Tenho eu que seja um confronto de poucos gols, se bobear, dois empates e a vaga decidida no critério do gol marcado fora de casa. Isso é bem possível.

E vocês, o que acham?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Adversário da semifinal, trás boas recordações para o Flamengo.

Nessa próxima quarta-feira (30), Flamengo e Goiás começam a decidir uma vaga na grande final da Copa do Brasil. E no passado, a cerca de 23 anos, essas mesmas duas equipes decidiram o título do torneio, que estava ainda em sua segunda edição. Na ocasião, o rubro negro levou a melhor com uma vitória no primeiro jogo por 1 a 0 e um empate em 0 a 0 no Serra Dourada, o que garantiu o título. Vou falar nesse texto, do que foi aquela final, e uma análise do que será essas duas partidas.

Voltando um pouco no tempo, mais precisamente na noite de 7 de novembro de 1990, o estádio Serra Dourada, recebia a finalíssima da Copa do Brasil. Naquela edição, eram apenas 32 clubes participantes - 23 campões estaduais e 9 vice-campeões -, ou seja, um torneio de tiro curtíssimo, que já dava o direito de disputar a Libertadores do ano seguinte para o campeão.

O jogo final teve um grande púbico, exatamente 45.504 torcedores, por ser mandante, a grande maioria torcia para o esmeraldino. Que precisava reverter o revés sofrido no primeiro encontro, em Juiz de Fora. Os adeptos acreditavam e incentivaram demais o time.

O Goiás tinha como sua principal arma, o lateral direito Wilson Goiano, que após um começo melhor do Flamengo no jogo, ele era quem produzia os lances mais agudos do time. Os goianos chegaram a controlar a peleja, entretanto, não conseguiam boas opções ofensivas, isso pela forte marcação que os cariocas exerciam. Se fecharam, povoando demais a zona central do campo, e nas jogadas aéreas, os zagueiros Rogério Lourenço e Vitor Hugo levavam a melhor.

O comandante do meio de campo do Flamengo era o já veterano Júnior, onde ele era responsável pelo primeiro passe, ou a saída de jogo. O problema encontrado era a pouca participação dos meias de criação, caso do Bobô e o Zinho. O último, até procurou mais o jogo. Ligado a isso, os laterais subiam pouco, então Renato Gaúcho e Gaúcho ficavam isolados na frente. Já próximo ao fim da primeira etapa, o time foi se acertando e melhorando em campo.

Os bons momentos daquele cotejo ocorreram na segunda etapa, no qual o Goiás precisava ao menos de um gol para levar a disputa para os pênaltis. O então jovem Túlio, que mais tarde ganharia o apelido de "maravilha" com a camisa do Botafogo, apareceu com boas jogadas entre os defensores adversários. Não só ele, como também seu parceiro de ataque Niltinho. Porém, entre a meta do Flamengo havia um goleiro de alto escalão, que fez defesas impressionantes, que ajudaram a segurar o título. Mesmo sendo pressionado, o clube da Gávea ainda quase saiu com a vitória nos contragolpes puxados por Renato Gaúcho.


O primeiro título do Flamengo foi confirmado com merecimento, e o mais curioso, é que o presidente do clube na época, o senhor Gilberto Cardoso Filho era contra a participação do time no torneio. Alegando problemas políticos contra a CBF. Acho que ele não se arrependeu de ter mantido o urubu na competição. Outra curiosidade, foi a direção técnica do Goiás ter disponibilizado como premiação caso o título tivesse ocorrido, uma casa e mais 10 milhões de cruzeiros para serem divididos entre os jogadores.

Além de um futebol vistoso demonstrado pelas equipes, dentro de campo a partida foi bem violenta, com lances de socos e ponta pés em determinadas dividas. Foram apenas 6 cartões amarelos e nenhum vermelho, isso porque o árbitro Renato Marsíglia não quis expulsar ninguém.

Presente...

Agora voltando para a atualidade, momento em que os times jogam o seu principal objetivo na temporada. O Goiás ainda flerta com um possível G4 no Campeonato Brasileiro, enquanto o Flamengo luta para acabar com as chances de rebaixamento.

Dentro de campo, o Goiás no meu entender tem um time mais acertado e ajustado pelo treinador Enderson Moreira. Não atoa, a equipe faz uma campanha ótima no brasileiro e nessa mesma Copa do Brasil, eliminou Fluminense e Vasco da Gama.

O grande nome do time é o "gordinho" Walter, que mesmo acima do peso, impressiona por sua categoria ao tratar da bola. Ele não só faz gols - possuí 28 no ano, sendo 5 na Copa do Brasil -, como também serve seus companheiros. O camisa 18 sofreu uma lesão na coxa na partida de volta contra o Vasco na última semana, é dúvida para o jogo, mas já provocou o Flamengo, dizendo que "vai deitar e rolar". 

Em contrapartida ao "gordinho" o Flamengo também tem o seu artilheiro, ou melhor, seu brocador. É assim que Hernane gosta de ser chamado, e vem justificando o apelido, com 31 gols na atual temporada e uma noite mágica contra o Botafogo nas Quartas de Final, no qual fez três gols além de sofrer o pênalti para o gol de Léo Moura. Com certeza, a torcida espera muito dele, até porque o jogador que veio com pompa de centroavante "matador", não vem justificando o investimento, caso do Marcelo Moreno.

Como eu disse mais acima, o Goiás tem uma forma de jogar mais acertada, já o Flamengo, vem se acertando com o técnico Jayme de Almeida. Ao contrário do que Mano Menezes vinha fazendo, quando mudava frequentemente a escalação de um jogo para o outro, Jayme mantém o time e passava confiança aos jogadores. Uma prova de que vem dando certo, é que Paulinho vem crescendo demais nos últimos jogos, e assim como Hernane, teve uma atuação briosa conta o Botafogo.


Outro trunfo que poderá ser usado pelos cariocas, é o pensador do jogo do Flamengo: o meio campista Elías, que fez o gol da classificação contra o Cruzeiro e é um dos poucos no elenco, que mantém durante todo o ano, atuações regulares.

O primeiro encontro irá ocorrer no Serra Dourada e a volta no Maracanã no dia 06 de Novembro. Acredito que a vaga para a final seja decidida no saldo de gols. Acho que o Goiás ganha o primeiro jogo, basta ao Flamengo conseguir gols fora de casa, e levar a decisão para junto de sua imensa torcida. Deixo bem claro, é a minha opinião!

E vocês, quais os palpites?