terça-feira, 28 de maio de 2013

Na despedida de Neymar, ansiedade atrapalha vitória do Flamengo.

A primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2013 começou, e já com um fato marcante: a despedida de Neymar do Santos. O craque da Vila, irá defender as cores do Barcelona a partir de agora. Então, falando sobre a partida, que foi disputada no moderno Mané Garrincha, em Brasília. No qual serviu de evento de teste, para a Copa das Confederações no mês que vem. Os cariocas tiveram as melhores chances para sair vitoriosos, porém, a ansiedade atrapalhou na hora de decidir as jogadas, terminando o confronto no 0-0.

Mesmo sendo visitante, mais de 90% dos quase 66 mil torcedores que estavam no Mané Garrincha eram flamenguistas. O duelo foi histórico também, porque foi a maior renda do futebol brasileiro em todos os tempo, aproximadamente 7 milhões de reais. Além, de contar com o "até breve" de Neymar com a camisa do peixe.

Dentro de campo, o Flamengo armado no 4-2-3-1, que variava bastante para 4-3-3, jogou boa parte do primeiro tempo melhor. Inclusive, tendo as principais chances, pois usava muito bem as pontas com Rafinha pela esquerda e Gabriel na direita. Esse último, foi uma ótima peça para as chegadas rubro negra no ataque. Ele levou quase sempre a melhor sobre o veterano Leo.

Essa velocidade que o Flamengo imprimia era boa, mas, a equipe necessitava de um jogador que pensasse mais com a bola no pé. Aquele típico camisa 10, que não é o Renato Abreu. Ele é esforçado, e taticamente jogou como o homem central no meio de campo. Entretanto, não tem qualidade para ser o criador do time. 

Ótimas chances foram criadas para os cariocas abrirem o marcador, em uma o goleiro Rafael fez milagre. Já nas outras, faltou calma e tranquilidade para as definições das jogadas. Dava para notar o nervosismo para inaugurar o placar.

Por outro lado, o Santos atuava no 4-3-1-2 que quando tinha a bola, Arouca avançava e formava uma dupla de armadores com Montillo, passando assim, para o 4-4-2. No ataque, os jogadores santistas ficaram muito isolados uns dos outros. Raros lances de qualidade, saíam quando Neymar arriscava alguma jogada individual. Mesmo assim, não tinha para quem tocar. Durante uns 10 minutos, o time conseguiu igualar a posse de bola e equilibrar as ações dentro de campo.

Para a etapa complementar, o técnico Jorginho do Flamengo, sacou Hernane, para por o estreante Marcelo Moreno. O pensamento dele foi bom, porque o Hernane não estava conseguindo resolver entre os zagueiros adversários. E como as jogadas estavam saindo pelos flancos, podendo ter um pivô na área, a escolha pelo boliviano foi acertada. Sem contar que ele é muito mais técnico que o "brocador".

O panorama seguiu basicamente o mesmo dos primeiros 45 minutos. A equipe da Gávea tinha mais dinamismo para atacar, conseguia ter velocidade para fazer as transições das jogadas, mas seguia pecando na hora de concluir. A mesma ansiedade de sempre. Gols "fáceis" foram perdidos. Como no caso de Carlos Eduardo, que arrematou em gol com certa displicência. Apesar, de ter finalizado com a perna que não é boa.

No Santos, Muricy buscou algumas tentativas, como a entrada do jovem de 16 anos Gabriel, que não conseguiu mudar a história. Neymar teve uma atuação bem á quem do esperado, mas não se pode colocar toda a culpa em cima dele, pois o atual elenco do clube é fraquíssimo. Se houvesse um vencedor por merecimento, sem dúvida alguma era pra ter sido o Flamengo.

Na 2ª rodada, o Flamengo joga em Juiz de Fora contra a Ponte Preta. Enquanto isso, o Santos visita o Botafogo, no Rio de Janeiro.