
O dirigente do São Paulo, o Sr. João Paulo de
Jesus Lopes classificou a vitória do clube na Libertadores, como vergonhosa
pela baixa técnica apresentada. Realmente o time não jogou bem e o The
Strongest é fraco, mas nessa competição não existem jogos fáceis. Então, bem
típico de um duelo sul-americano, o tricolor paulista virou e venceu na base da
raça por 2-1, no Morumbi.
O
São Paulo contando com o apoio de seu torcedor iniciou a partida dando um calor
no The Strongest, porém, nada de muito criativo e envolvente. A equipe tinha
dificuldades para fazer a transição no meio de campo e mesmo com dois jogadores
abertos, seguiam centralizando demais as jogadas. O que facilitava na marcação
dos bolivianos.
E
um das poucas descidas ao ataque, o The Strongest acabou chegando ao gol que
foi proveniente de uma jogada ensaiada. No qual, o Bejarano desviou na primeira
trave e Barrera só teve o trabalho de deslizar e empurrar a pelota para o gol.
Se quando estava 0 a
0 o clube da Bolívia estava em um sistema defensivo, quando se viu a frente do
marcador, se trancou ainda mais. Dificultando ainda mais para os brasileiros
que estavam bastante lentos.
Os
dois atacantes abertos, Aloísio e Osvaldo tinham a missão de descentralizar a
partida e criar algo perigoso pelos francos. Porém, Jádson, Denílson e
Wellington demoravam na transição de bola, até chegaram a acertar um excelente
passe para Luis Fabiano que pecou na finalização. Mas na hora que a dupla de
pontas funcionou efetivamente com Aloísio fazendo a jogada pela direita e
Osvaldo concluindo pela esquerda, o Morumbi pode gritar gol com o empate.
Com
esse gol, Osvaldo cresceu em campo e passou a ser o diferencial do São Paulo na
partida. Ele teve ótimas arrancadas sempre com consciência para driblar e dar o
passe na hora exata. No segundo tempo, isso se aprofundou e ele passou a
alternar de posições com o Aloísio. A mentalidade da equipe mesmo que não conseguisse
jogar seu melhor futebol, passou a ser de encontrar a vitória a qualquer custo.
E a marcação sobre pressão ajudou isso.
De
fato o tricolor só foi ser perigoso, quando Ganso e Cañete foram a campo. Os
dois meias que entraram nos lugares Denílson e Aloísio, modificaram a estrutura
tática para o 4-1-3-2. Deixando a defesa um tanto quanto aberta. Só que o
jogador mais perigoso do The Strongest era o camisa 10 Escobar. Ney Franco fez
o certo, levou o São Paulo para o ataque de forma que dominasse o meio de
campo. E após um belo passe de Cañete, Ganso serviu Luis Fabiano que deixou seu
quarto gol na competição.
Não
pense que estava ali garantida a vitória dos paulistas, ainda sofreram um
pouco, porque já nos acréscimos Escobar levantou algumas bolas na área através
de cobranças de faltas. O resultado foi justo, pois foi o São Paulo que mais
procurou os três pontos. Fica também a certeza que o dirigente do clube é um
"babaca"!
A
3ª rodada do Grupo 3, trará o duelo do São Paulo no Morumbi contra o Arsenal de
Sarandí. Já o The Strongest joga novamente no Brasil, dessa vez contra o
Atlético Mineiro.