Na largada das oitavas de final da UEFA
Champions League, o Manchester United visitou o Real Madrid para um grande
clássico do futebol mundial. O fato é que não há favorito, mas os ingleses têm
a decisão da vaga dentro de casa e com isso, buscavam um bom resultado
Essas
duas potências do futebol mundial não se enfrentavam há quase 10 anos, desde 23
de abril de 2003, quando o Manchester United venceu por 4 a 3, em Old Trafford. E
para Sir Alex Ferguson, esse é o clássico que todos merecem ver. E o jogo foi
prova disso. O Real Madrid iniciou bem melhor e mostrando uma intensidade
incrível, fazendo com que os Diabos Vermelhos não conseguissem ter
tranquilidade para trocar passes.
Essa
pressão inicial ficou forte, até os 10 minutos, porque o United começou a escapar
em contra-ataques, tentando explorar a velocidade de Kagawa. Outro fator que o
Manchester estava dando ênfase, era na bola parada ou alçada na área. Tanto que
foi assim que Welbeck abriu o marcador. Justo na hora que os merengues possuíam
um volume de jogo ainda enorme.
O
Real Madrid se abateu nos primeiros 5 minutos e deu espaços para a defesa do
Man Utd respirar, principalmente Rafael, que não vinha fazendo uma partida
muito segura. Inclusive, foi do lado dele que partiu o cruzamento para o empate
de Cristiano Ronaldo, que aproveitou a baixa estatura de Evra, para subir e
empatar o confronto.
O
Manchester United, não largou em momento nenhum a formação mais cautelosa.
Rooney estava praticamente atuando com um volante, ajudando a fechar a linha de
quatro jogadores no meio de campo. Van Persie foi outro que ficou muito
afastado da área. Mesmo assim, a equipe criou. Isso só foi melhorar, quando o
japonês Kagawa deixou o campo na segunda etapa para a entrada de Giggs. Van
Persie e Rooney avançaram um pouco mais e o primeiro quase fez o gol dá vitória,
caso Xabi Alonso não tirasse evitasse em cima da linha.
Por
outro lado, o Real Madrid tentava encontrar saídas para penetrar na defesa do
Manchester United, porque as duas linhas de quatro jogadores bem compactas
complicavam na hora das tabelas. Özil era o pensador da equipe pelo meio e
Cristiano Ronaldo e Dí Maria abriam pelas pontas, mas era complicado. Mesmo com
dificuldades, foram 28 finalizações no gol defendido por De Gea, algumas bolas
chegaram acertar a trave ou a tirar o ar do torcedor inglês.
O
Manchester United leva uma pequena vantagem, que no meio de duas
equipes tão grande, acaba sendo relevante. O empate em 0 a 0 classifica os Diabos
Vermelhos, mas não acredito que o Real Madrid fique sem marcar na Inglaterra,
por isso vejo com aberta a vaga para a próxima fase da UCL. Se for para
arriscar um palpite, aposto no United.